terça-feira, 28 de março de 2017

Características da música comercial da atualidade

A carreira musical é um excelente meio de enriquecimento fácil e rápido. Ou você acha que dançar e cantar em cima de um palco diante de multidões apaixonadas é tão ruim quanto carregar 10 quilos de cimento nas costas ou ficar o dia inteiro capinando no sol sem beber água? Por isso que a musica tem atraído uma multidão de incompetentes sem qualquer vocação para criar canções. 

Isso contribuiu para que a música perdesse qualidade com o tempo. Hoje estamos em uma das piores fases desde que a música começou a ser gravada. Claro que muitos não-vocacionados vão ficar fingindo dedicação musical, amor pela arte e vão posar de "poetas". Fingir compromisso artístico faz parte da farsa e ajuda a atrair mais fãs, iludidos com a utópica possibilidade de um ser saracoteante a cantar sobre a ex-namorada que o abandonou fosse visto como um novo "Bob Dylan".

Que começou com esta onda atual, pasmem, foram Madonna e Michael Jackson. Superestimados ao excesso por causa da confusão entre super-exposição e qualidade musical, ambos, intérpretes claramente comerciais de qualidade mediana, serviram como arquétipos para o formato que iria moldar os ídolos juvenis desde então. Com a mais absoluta certeza, Justin Bieber nunca existiria sem Michael Jackson e Britney Spears, inclusive foi apadrinhada - de forma estranha - por Madonna, sua clara matriz industrial.

Hoje, Bieber e Spears são tratados pelo senso comum como "gênios" e já se tornam influentes. Virou uma verdadeira coqueluche e hoje praticamente usa-se o exemplo dos dois cantores para moldar o que se deve fazer na música. É um caminho quase garantido para o sucesso e para o enriquecimento fácil e rápido. Mesmo que o sol não nasça para todos, dá para no mínimo ser de classe média alta seguindo o exemplo dos dois citados, já que não falta quem goste deste formato.

Aproveito para listar as características comuns observadas nos intérpretes atuais, influenciados pela linhagem que mencionei nesta postagem. Essas características não servem para melhorar a qualidade musical (até piora) e sim meios para atrair a atenção do público, despertando instintos e gerando muitos lucros para os bolsos desses intérpretes e de produtores e gravadoras que controlam suas carreiras claramente mercenárias. Vamos lá:

1. Música focada da dança

Embora não gostem de ser chamados de "dance music", embora este termo seja mais adequados, os pop-stars de hoje deixam bem escancarado que o foco de suas músicas é a dança. Não raramente, contratam supérfluos dançarinos para excursionarem com eles, que recebem um tratamento - e salário - acima dos músicos, estes que são desprezados neste tipo de música. 

2. Tipo de música geralmente mistura hip-hop atual, disco-music e folk aguado

Normalmente, ouvindo as músicas atuais, o pop atual se limita a estes três gêneros musicais, que podem ou não serem misturados, com uma vocal que pode ser mediana, semi-robotizada ou com oversinging. As músicas mais lentas tendem a seguir uma forma de folk mais medíocre, com uma leve batida de hip-hop.

3. Onde estão os músicos?

Neste tipo de música, os músicos são sub-estimados. Frequentemente não tocam nos concertos, onde a parte instrumental normalmente é pré-gravada. Apesar dos próprios cantores gostarem de se filmar tocando violões e pianos, postando nas redes sociais, o foco no instrumental é constantemente desviado, pois quem controla o cenário da música atual sabe que o público se cansa de uma música que não seja prioritariamente visual.

4. Música para ver e não para ouvir

Desde que Madonna e Michael Jackson vieram com seus clipes quase cinematográficos, a música deixou de ser feita para os ouvidos e agora serve apenas como fundo musical para danças e encenações sobre o palco, transformando concertos em verdadeiros cabarés modernizados. Não é difícil imaginar que a música esteja tão ruim porque perdeu o foco. 

Tente obrigar Justin Bieber a cantar sozinho no palco, acompanhado apenas por músicos, sem qualquer passo de dança, as mesmas músicas que normalmente canta. Vai ser um desastre, com o público abandonando o lugar com rapidez. Visual se tornou um imperativo e é mais fácil fazer um show de dança sem musica do que o contrário.

5. Letras monotemáticas: vida amorosa e danças

As letras das músicas se limitam a falar de dança e de vida amorosa. Este último sendo ainda mais frequente. Ultimamente, compositores tem optado por metáforas para disfarçar a monotemática, mas para quem sabe que pingo é letra, percebe claramente de que se trata de canção de amor. E não raramente há letras sobre fracassos no relacionamentos, com músicas sobre traições e encerramento de namoros e casamentos, relatados de uma forma nem sempre gentil.

6. Ausência de compromisso artístico

Mesmo que finjam para atrair mais gente para si, é explícita a ausência de compromisso artístico nos intérpretes comerciais atuais. Isso virou prerrogativa da música alternativa, desconhecida do grande público. É nítida a falta de conhecimento musical entre os intérpretes do pop atual, que embora não assumam, fazem música para ganhar dinheiro e catapultar a fama, transformando-os em jovens magnatas a se trancafiar em gigantescas mansões para curtir a tristeza de perceber que no fundo a fama os afasta dos prazeres simples e verdadeiros.

7. Visual é tudo

O foco na parte visual e uma constante no pop atual. Cantores deve ser lindos e usar roupas que possam encher os olhos dos fãs, ao mesmo tempo que os estimule a vestir igual. A presença de dançarinos e o uso de roupas espalhafatosas deixa ainda mais claro o foco no visual, transformando a música em mero coadjuvante, um fundo musical para os fetiches meramente óticos dos fãs que desligam seus ouvidos para abrir bem os olhos. É óbvio o fato de que os intérpretes atuais não seriam nada se não fosse o esmero visual.

segunda-feira, 27 de março de 2017

O desprezo à música lenta e a falta de romantismo

Sou de um tempo em que dançar coladinho uma música lenta era sinônimo de romantismo. Era gostoso em uma festa, convidar a garota desejada para uma dancinha colada ao som de uma música suave e emotiva. O clima favorecia o surgimento de um embrião de afeto que muitas vezes se transformaria, ao fim da festa, no início de um relacionamento.

Hoje não é mais. As músicas lentas são consideradas chatas para uma juventude acostumada com rapidez e com relacionamentos sem sensibilidade. Eles pedem na música a mesma rapidez que encaram na tecnologia e no seu cotidiano.

Noto que as músicas lentas entraram em outro contexto atualmente. Nos shows ao vivo, ao invés de dançar colados, os jovens levantam os braços e balançam como se estivessem acompanhando o vento. Nas festas, as músicas lentas servem com intervalo para descanso ou uma simples pausa para o lanche.

O desprezo é tanto que as músicas lentas até perderam o rótulo que as definia: balada. Hoje, balada é sinônimo de festa, agito, gandaia. Ninguém mais usa a palavra para se referir a músicas lentas, que até agora segue sem ter um novo rótulo próprio.

Outra coisa a notar é que o ato de dançar colado transferiu para ritmos mais rápidos, como a lambada, o forró e outras danças consideradas "sensuais". O que, cá pra nós, soa muito mais erotizante (mesmo  "soft") e nada romântico. Desejo sexual substituindo o afeto, como os instintos primitivos (retomados nos dias de hoje) ordenam. É um sinal de adaptação aos tempos de insensibilidade, individualismo e falta de romantismo.

Realmente os tempos estão mudando. Só não sei dizer se é ou não para melhor. Certamente que não.

domingo, 26 de março de 2017

As melhores mulheres nunca ficam encalhadas

Um mito muito repetido como mantra na sociedade hipócrita em que vivemos é o de que as melhores mulheres sempre ficam sozinhas. Um mito falso, mentiroso e que só serve para prejudicar os homens que tem dificuldades de se adaptar as rígidas regras de conquista, definidas pelas convenções sociais (e reguladas pela mídia).

Ninguém é idiota estando com o privilégio de ter acesso ao melhor e preferir o pior. Faz parte do instinto humano querer sempre o melhor. Se for para passar a perna nos outros para obter vantagem, melhor ainda. Serve para massagear os egos, se sentindo melhor que os outros. Mesmo que de fato não seja (e ninguém de fato é).

Claro que um homem acompanhado com uma mulher linda, inteligente, de classe, que não seja chata, é sempre bom aos olhos de outras pessoas. E justamente por isso, as melhores é que arrumam primeiro.

E não se enganem que as melhores mulheres se casam com os melhores homens. Muitas vezes é o contrário. Acontece que as mulheres, quando muito desejadas, filtram o número de pretendentes exigindo requisitos ligados a proteção e sustento, integrantes do instinto feminino. E na maioria dos casos, os homens que cumprem esses requisitos, acabam não cumprindo outros. E é nesta situação que um excelente conquistador, pegador mesmo, se transforma num péssimo marido. Daqueles de ficar enterrado no sofá todas as tardes de domingo.

Mas elas nem, ligam. Se o cara sabe proteger, tem porte físico e grana na conta, já serve. O resto se resolve depois ou se conforma mesmo. Tendo segurança e dinheiro garantidos, o resto é detalhe. Inclusive o convívio, o amor, o carinho e o respeito. Por isso que muitos defeitos comuns a muitos homens são tranquilamente tolerados pelas mulheres e até mesmo pela sociedade.

Até porque para conquistar uma gata dessas, como as das fotos acima (todas muito bem casadas com caras bem chatos e com filhos), não é preciso ser nenhum gentleman. Basta satisfazer os critérios de proteção e sustento que tá bom. Os caras que tem muitas qualidades, mas não satisfazem nos quesitos de proteção e sustento, ficam na mão - literalmente.

sábado, 25 de março de 2017

Sistema exige idioma inglês para emprego. Mas para lazer, dispensa totalmente

Interessante o que acontece na sociedade de hoje. Ao mesmo tempo que as empresas exigem cada vez mais outros idiomas para funções que se limitam a conversar com os caipiras daqui, na hora do lazer, essas mesmas empresas relaxam e dão prioridades a filmes dublados, se adaptando a quem tem dificuldade de ler legendas e de compreender idiomas estrangeiros.

Aldoux Huxley, em seu livro Admirável Mundo Novo, havia mostrado uma sociedade em que era extremamente séria no trabalho e extremamente idiota no lazer. O Brasil de hoje se parece muito com isso. O nosso mercado de trabalho é extremamente exigente -  não para melhorar o profissional como dizem, mas para filtrar o excesso de demanda de desempregados, já que os ricos não querem abrir mão de seus supérfluos para poder abrir mais vagas de emprego e/ou aumentar para salários que sejam realmente justos.

Para filtrar profissionais, surgiu a "maravilhosa" ideia de exigir um segundo idioma até mesmo para quem não vai se encontrar com nenhum estrangeiro, já que quanto mais exigências, maior é a filtragem, já que as vagas são sempre escassas. Eu disse SEMPRE!

Mas na hora do lazer, é exatamente o oposto. Como no lazer, as pessoas caminham com as próprias pernas, sem patrão para encher o saco, há o medo de subversão . Pois população bem educada conhece as tramoias que mantem os poderosos no poder. Para que o sistema continue com as injustiças que favorecem os poderosos, a meta é manter a sociedade burra no lazer. E estimulá-la a continuar burra é algo feito com insistência e sem medir esforços.

Por isso mesmo que o sistema que exige idioma estrangeiro para o trabalho, estimula o não aprendizado nas horas livres, pois conhecendo de fato um outro idioma podemos, por exemplo, checar em sites estrangeiros se o que a mídia local inventa sobre o que acontece fora de nosso país é verdade ou não (e muitas vezes não é). A mídia local não vai querer passar por mentirosa, mesmo mentindo para se beneficiar e favorecer seus tutelados.

Por isso mesmo é que num mesmo sistema onde a exigência de um idioma estrangeiro, sobretudo o inglês, no mercado de trabalho é chocada com o estimulo ao não aprendizado na hora do lazer, através de obras dubladas que além de incomodar a muitos com aquelas vozinhas artificiais e chatas, nos impedem de ouvir as vozes dos próprios atores, avaliando a sua atuação. Até porque não dá para dizer que fulano ou sicrano atua bem se ele está com a voz de outra pessoa.

Exigir idioma estrangeiro para o emprego, oferecendo obras dubladas no lazer é mais uma contradição num país cheio de contradições que insistem em não ser resolvidas, se transformando muitas vezes em tradições rotineiras que deveriam ser esquecidas.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Os falsos conselheiros amorosos

Existem nas redes sociais várias comunidades que ensinam o homem a conquistar uma mulher. Nestas comunidades, ilude-se quem pensa que terá ótimos e infalíveis conselhos para conquistar uma mulher que nunca demonstra que está a fim. os conselhos nunca vão além do "vá as festas noturnas e puxe um papo". 

Não há detalhes de como se deve iniciar esse papo, o comportamento que as mulheres esperam vir de um homem, que tipo de assunto abordar, etc.. Os conselhos se limitam a isso: vá para as noitadas e puxe o papo com alguém, algo que pode ser traduzido como "se vira!".

E também os conselheiros não conhecem a diversidade de pensamentos e gostos. para eles, todo mundo vai a noitadas. E quem não vai? Como eles não conseguem imaginar uma diversidade de estilos de vida, achando que todo mundo é igual. Desse jeito os conselhos dados vão parecer fórmula pronta, coisa de preguiçoso.

Mas porque os moderadores ou os "Don Juans" de meia tigela que aparecem na comunidade nunca dão conselhos que prestem. Pode ser porque...

- Eles não sabem porque. Conquistam pela sorte, mas para não ficar com a fama de que "não sabem conquistar" dão esses conselhos vazios para que ninguém pense que eles são incapazes.

- Eles sabem, sim. Mas não se deve divulgar um segredo a concorrentes. Então se enrola os possíveis adversários e eles ficam na deles, deixando os "Don Juans" sossegados com seu privilégio.

Na verdade quem deveria ensinar os homens a conquistar uma mulher são as mulheres. Só elas podem realmente dizer o que querem de um homem e outros segredos mais. Os homens que se dão bem nas conquistas, na verdade, são os que tem muitas amizades do sexo feminino (além de conselheiras, as amigas podem ser uma boa propaganda para outras mulheres - é uma espécie de "atestado de qualidade"). Nada como uma mulher para dizer para uma outra mulher se um homem presta ou não.

Comunidades como as que prometem ensinar homens a conquistar são um engodo que só vai aumentar a solidão dos já solitários visitantes. Fuja dessa "fórmula mágica" de "vá as noitadas e puxe um papo". O casamento que virá disso poderá ser o mais chato do mundo.

terça-feira, 21 de março de 2017

Feliz Aniversário? Bom... Feliz não é o termo...

Hoje completo mais um ano de vida. Você deve estar me perguntando se estou feliz. Eu respondo que não. Se a minha vida estava em si uma droga, veio o golpe político e transformou em tragédia o que era para ser apenas um grade problema.

Eu sou altruísta. Não dá para ser feliz sabendo que o país está... a palavra é pesada, mas é a mais adequada: uma merda. O país mergulhado numa verdadeira, fétida e insalubre poça de merda. Saber que os mais fracos devem ceder sempre aos mais fortes, que nunca precisam de ajuda, dói na alma.

Mas sinto uma decepção com a humanidade. minha idade é relativamente elevada para que eu tenha tido a experiência necessária para fazer este diagnóstico. As pessoas cada vez mais estão menos sensíveis e menos racionais, guiadas automaticamente por suas crenças surreais.

É um trabalho surreal educar uma sociedade que estimulada a tratar a capacidade intelectual como algo supérfluo. Este desprezo pelo pensar já começa a gerar seus graves estragos. Por causa da falta de racionalidade, muitas pessoas poderão se dar mal no país, que aos poucos se parece cada vez mais com a Alemanha dos anos 30, governada pelo maluco do bigodinho esquisito.

Sei lá. A humanidade parece cada vez menos disposta à sensatez. O século XXI sempre foi pensado como um século d grandes avanços. Estamos cada vez mais perto da Idade Média, não parecendo termos saído dela. Tenho a impressão de que vou ver cavaleiros de lata em cima de cavalos com enormes espadas a atingir o primeiro que encontram pela frente. espero que este primeiro não seja eu.

Não. Eu não estou feliz. Mais um ano de vida parece ser mais um ano a aguentar estes erros. Tudo que havia na Idade Média se manteve intacto, com as devidas atualizações. Estamos cada vez piores como seres humanos.

Não há como comemorar. Eu nem mesmo terei festa hoje. Se eu comer um delicioso bolo já vai ser muito bom para mim. Porque convidados certamente não virão. Eles estão ocupados em um imenso e pomposo baile em um castelo medieval, na época a qual eles pertencem.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Os homens que as mulheres procuram não estão nas boates

As mulheres de hoje não param de reclamar dizendo que não conseguem encontrar os homens que elas desejam nas festas onde frequentam. Mas se esquecem de alguns detalhes que podem indicar que na verdade, elas estão procurando no lugar errado, como alguém que tenta encontrar fios de cabelo em uma casca de ovo.

Na sociedade brasileira, as regras de convívio costumam ser bem rigorosas. É por isso que os hábitos, gostos e convicções dos brasileiros são tão iguais entre os indivíduos. Há um medo e uma intolerância a tudo que foge das regras sociais e quem é diferente é automaticamente excluído da boa convivência.

Essas regras sociais estipularam regras fixas de conquista afetiva. As regras são feitas pelas mulheres, mas baseadas nos pensamentos machistas dos homens privilegiados (capazes de poder, força e sustento), ou seja, no que eles querem. Os homens que fogem desse perfil não tem o direito de criar ou influenciar a criação de regras.

E uma dessas regras inclui condições para que as mulheres possam ser conquistadas. As mulheres só topam paquerar em duas situações, nesta ordem de importância:

- Em lugares onde possam ver seus pretendentes de maneira regular e cotidiana. Exemplos: escola, trabalho, vizinhança, igrejas ou qualquer grupo social fixo e/ou rotineiro. Ou seja, nesta situação, para que a mulher se interesse por um rapaz, ele tem que estar fazendo parte da vida dela.
- Em lugares estipulados pelas regras sociais (reguladas pela mídia) como "propícios" para paqueras, como carnaval, noitadas, bailes, boates, barzinhos e qualquer tipo de festa.

Para quem não se encontra em nenhuma destas situações, a realização afetiva se torna quase impossível. Argumentam as mulheres que só estão dispostas a paquerar nas duas situações citadas por uma questão de confiança, por medo de pegarem os homens errados. Mas é uma desculpa esfarrapada, pois nem isso impede as mulheres de se envolverem em relacionamentos fracassados.

Além disso, para quem não confia nos homens que vai encontrar em lugares sóbrios como bibliotecas, é estranho achar que num barzinho, onde quase todos os homens estão no mínimo levemente embriagados, possa se encontrar alguém mais confiável.  Muito estranho.

O que as mulheres devem saber é que na verdade, os homens aos poucos estão largando as boates e similares. daqui a um tempo, apenas os homens que nada querem a sério frequentarão estes lugares. Então porque insistir em encontrar um cavalheiro romântico em um ambiente de bebedeira? É como procurar carneirinhos em um habitat de lobos.

E é por isso que as mulheres não estão encontrando os homens que elas querem nesses ambientes. Eles podem estar em outros lugares, fazendo coisas bem mais importantes do que ficar enchendo a cara e falando bobagens.

Se as mulheres querem algo sério, que procurem seus pretendentes em lugares sérios. Ou se contentem com os verdadeiros idiotas enterrados no sofá a berrar cada vez que uma bola entra em uma rede, desprezando as mulheres com que se uniram, mas que são valorizadas pelos outros homens.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Giro pelo Planeta, 10/03/2017


Final de semana chegando e está na hora de vermos o que há de interessante na internet para nós lermos enquanto não aparece alguma distração realmente divertida para passar o ocioso tempo. Vamos lá!

1. Temer e as forças que o apoiam pretendem tirar o Brasil de sua condição de país soberano. Link

2. Juiz escreve resposta sensata a comentário imbecil de Rodrigo Maia. Link

3. Conheça a burguesia brasileira e como ela pensa e age. Link

4. A mídia nunca cessa de fabricar idiotas. E ultimamente a produção da idiotia anda bem acelerada. A todo o vapor. Link

5. O problema da democracia brasileira é a mídia. Link

6. Quatro qualidades ruins que protegem os ídolos "espíritas". Link

7. Festa de Star Wars proibe fantasia por supostamente fazer apologia ao Nazismo. Deveriam proibir o Governo Temer e a Lava Jato por ambos fazerem apologia enrustida ao Nazismo. Link

8. Para Temer e equipe, escravidão não é crime. Claro, para quem não precisa trabalhar para ganhar dinheiro, escravidão é até bom. Link

9. Jornalista da Folha descobre que MBL dissemina mentiras. Eu já sabia muito antes dele. Link

10. O único Ecoss que era da BTU, lindo e longão, foi vendido, saindo da frota de Salvador. Link

11. O governo Temer está cheio de fascistas em sua equipe. O Ministro da Justiça deu uma declaração de acordo para definir quem é ou não criminoso. Link

12. As pessoas se esqueceram da lenda do "homem do saco". Link

13. Declaração de Temer mostra porque industriais de cervejas são os homens mais ricos do país. Os esquerdistas que bebem cerveja dão seu show de hipocrisia assinando embaixo. Link

14. Golpe estabelecido, a direita agora briga entre si. Perceberam que o delicioso bolo golpista não foi feito para todo direitista. Link

15. O Double Decker ex-Kaissara já está com a sua pintura definitiva da Itapemirim. Link

16. Musa da Semana: a Miss Perfection Dakota Fanning charmosa e sexy no programa de Jimmy Fallon. Quem viu, se apaixonou por ela. Link

17. Receita da Semana: Um galeto assado e crocante para ser saboreado. Link

18. Outro símbolo da perfeição feminina, Jessica Lowndes, resolveu agradar a seus fãs com uma avalanche de fotos sensuais. A gente agradece, linda. Link

19. Álbum da Vez: não sei porquê, mas acordei hoje pensando em músicas desse grande álbum do rock: Frampton Comes Alive, com um jovem Peter Frampton, ao vivo após vasto currículo em várias bandas, apesar da então pouca idade. Para ser ouvido alto e sem parar. Link

20. Lugares que Você Precisa Conhecer: a simpática cidade de Paraíba do Sul, com suas belas ruas e pontos turísticos pitorescos. Link

quinta-feira, 9 de março de 2017

Chegamos aos 08 anos!!!

Hoje completamos oito anos de blog! Oito anos de luta e de muitas informações! Obrigado pelo prestígio e vamos seguindo a nossa jornada por mais oito anos vezes oito e muito mais no futuro! Parabéns para nós!


quinta-feira, 2 de março de 2017

Giro pelo Planeta, 02/03/2017


Primeiro dia útil após o Carnaval - e portanto o verdadeiro primeiro dia de 2017 e é hoje que começamos a andar de fato. Vamos estar por dentro de algumas coisinhas para voltarmos a nossa triste, mas querida realidade?

1. Este foi o grande hino do Carnaval, cantado em coro por multidões! Primeiramnte, fora "presidente"! Link

2. O apresentador mais influente do Brasil só vive dando mancada. Porque muita gente ainda gosta de ser enganada por ele? Link

3. Álbum da vez: Musique pour Supermarché, o álbum de uma cópia só de Jean Michel Jarre que foi transmitido todo uma única vez no rádio, foi leiloado e sumiu. Este áudio, em má qualidade sonora, foi extraído do programa de rádio. Mas vale como registro desta obra-prima. Link

4. Imagens que sugerem prenúncio de desastres. Coitados. Link

5. O golpe destroi a imagem do Brasil no exterior. Link

6. Lembrando com saudade um grande cantor e compositor que faria anos hoje: Lou Reed. Bênção, mestre! Link

7. A divertida Emma Sone, vencedora do Oscar de Melhor Atriz, comenta gafe no Oscar que envolveu seu nome. Link

8. As cinco dificuldades para se escrever a verdade, segundo Bertold Brecht. Link

9. Globo escolheu o momento que lhe convinha para divulgar o estrondoso "Fora Temer" no Carnaval. Link

10. Foi bem sucedida a primeira transmissão ao vivo de um clássico do futebol no YouTube. Que venham muitos jogos a serem transmitidos desta forma revolucionária. Link

11. Ganhadora do Oscar do ano passado, Brie Larson, além de linda, é um tesão. Duvida? Link

12. Olha o Marajó com a cara da Itapemirim circulando em Campos, terra da Kaissara! Link

13. Receita da Semana: o bolo mais gostoso do mundo na minha opinião. Link

14. Lugares que você precisa conhecer: Dique do Tororó, em Salvador, um complexo de atividades físicas excelente para quem quer entrar m forma se divertindo. Link

15. Nova sessão: Gata da Semana. Vamos mostrar um vídeo com uma bela famosa para a gente se deliciar. A primeira edição é com a atriz e dançarina Camren Bicondova, que tem beleza sensual contrastando com uma voz meiga. Fofa. Link

16. Blumenau deve eliminar a pintura padronizada, já que empresa usará pintura própria para a frota da Blumob, novo nome da filial local da Piracicabana, do grupo Breda. Link

17. A eterna Hermione é uma mulher gostosona. Veja esta foto e confira. Link

18. Descontente com  a derrota em 2014, Aécio, idealizador do programa de Temer, volta em 2018 e já tem a sua música de campanha. Link

19. Mais um hino, desta vez em homenagem aos "homens de bem". Link

20. Bandas clássicas de rock estão sendo reduzidas a One Hit Wonders pelos próprios fãs. Link

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Não deixe a glamourosa Emma destruir a doce Emily que vive dentro de você

Esqueçam as confusões e esquisitices. Nada mais marcou o Oscar de 2017 do que a magnífica, irretocável, milimetricamente perfeitíssima beleza de uma das maiores deusas que o mundo já pode conhecer um dia: Emma Stone. 

Uma mulher como ela só aparece uma vez em cada século e além de bastante merecida a conquista do prêmio de Melhor Atriz (sim, no caso dela, foi um prêmio pela qualidade, e eu pude comprovar várias vezes em outros filmes - ainda não vi La La Land), Stone foi a musa absoluta do evento, o que significa que ganharia outra estatueta só pela sua beleza charme e... pasmem: simplicidade!

Apesar da beleza marcante capaz de eliminar muitas mulheres lindas no páreo da concorrência, Emma tem uma personalidade marcada pela humildade, pelo bom humor e pela inteligência, coisas que até pouco tempo eram inimagináveis em uma personalidade de uma mulher de extrema beleza.

Este Oscar vai com certeza abrir muitas portas para Emma, que provavelmente não deve se iludir com isso. Ela sabe que, do contrário da maioria dos casos, conquistou pelo talento explícito que possui e que os próximos trabalhos tem a missão de aperfeiçoá-lo, mas sem afetar a personalidade única de uma das mulheres mais lindas da atualidade e que sempre mostrou comprovação de também ser linda por dentro. 

Incrível haver uma mulher que ao mesmo tempo consegue ser encantadora e simples. É um caso raríssimo, quase aberrante, pois mulheres com uma beleza marcante não costumam ter simplicidade. E o que é ainda mais incrível, quando sou convidado a participar de enquetes do tipo "responda o questionário para ver qual a sua celebridade seria a sua namorada ideal?", com base nos traços de personalidade das celebridades, a resposta final sempre cai na Emma Stone. 

Por isso que a apelidei como "minha namorada" e analisando as entrevistas que ela dá e o comportamento que ela tem em seu cotidiano normal, sou obrigado a concordar com estas enquetes. Juntando critérios de beleza, gostosura e personalidade, Emma Stone é mesmo a minha mulher ideal. Ou melhor, a que chega mais perto do perfil da esposa que me traria a felicidade conjugal.

Valeu, Emma, ou para ser mais íntimo, Emily! Parabéns! Você mereceu o prêmio! Que a partir de agora a glamourosa Emma, vencedora do Oscar e de muitos títulos, nunca destrua a doce, inteligente, meiga e divertida Emily que vive dentro de você!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

As feministas se esqueceram de esclarecer a diferença entre "assédio" e "paquera"

Cansadas de cantadas fúteis - algumas ofensivas - e de correrem risco de estupro, as mulheres, sob orientação de feministas, passaram a proibir o assédio feito pelos homens. Concordo, pois sou daqueles que acham que mulheres devem ser respeitadas como seres humanos que merecem a dignidade.

Só que esta medida imposta pelas feministas ignora certos limites que acabam por prejudicar justamente os homens bem intencionados que gostariam de arrumar uma namorada para um relacionamento salutar. Ficou a impressão de que "paquera" e "assédio" são sinônimos e favoreceu a recusa dos homens sem más intenções de tomar iniciativa. O que piora em um sistema social em que as mulheres se recusam tradicionalmente a tomar iniciativa.

Claro que é mais do que justo que as mulheres criem meios de se defender contra a violência machista, que deve ser reprovada sem qualquer tipo de contestação, pelo bom senso. Mas a sensatez deve prevalecer para que apenas os homens mal intencionados sejam impedidos de agir ou punidos em caso de ação praticada.

Só que o que as mulheres ignoram é que quem está sendo punido não são os homens mal intencionados. Eles, portadores de esperteza e cara-de-pau, arrumam sempre um jeitinho de continuar agindo feito idiotas sádicos. Ou você ouviu algum cafajeste reclamar que não consegue conquistar uma mulher? Normalmente a corda arrebenta para o lado do mais fraco. E é deste lado que estão os homens bem intencionados, que respeitam as mulheres e sonham com um relacionamento afetuoso.

A medida que as mulheres decidiram tomar para se proteger contra cafajestes não somente tira do caminho delas os homens bem intencionados, como mantém os mal intencionados. É um tiro no pé o fato de que as mulheres ainda não conseguiram especificar o que seria uma forma aceitável de paquera. 

Homens tímidos, sem traquejo social, com déficit de atenção ou outros tipos de limitação de interação com outras pessoas, estão coçando a cabeça para ver como é que conseguem conquistar a confiança e o afeto de uma mulher. Em tempos de ódio, isso agravou, causando a solidão crônica de muitos homens de boa índole.

Fica aqui a sugestão: que tal as feministas elaborarem um manual da paquera responsável, do jeito que elas querem? Que elas deixem claro de que forma elas querem ser abordadas, pois creio eu que se elas não são misândricas, elas não estão dispostas a se trancafiar na solidão voluntária, desejando obter afeto de homens de boa índole.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"Pop" com dançarinos não quer ser "Dance Music". Já a "Dance Music" não tem dançarinos

Parece que quando o assunto é entretenimento, a racionalidade entra em repouso e as pessoas arrancam o cérebro de suas cabeças para colocá-las de volta quando retornam ao trabalho. Há muitos conceitos errados que pululam a solta quando falamos sobre cultura, incluindo asneiras de deixar os um pouco sensatos de cabelos em pé.

Um desses conceitos surreais se refere a música atual, claramente feita exclusivamente para dançar e que usa sintetizadores no lugar de instrumentos para economizar custos, favorecendo os lucros exorbitantes que trancafiarão produtores e cantores em mansões de luxo que parecem verdadeiros castelos isolacionistas. Um luxo!

O que é curioso é que sonoramente - esqueça a parte visual, altamente sensível - a música atual é na verdade uma só. Mas quando seus cantores tem o rosto mostrado, o rótulo é "Pop". Quando o seu responsável é um DJ e os cantores não mostram o rosto, é "Dance Music". Mesmos sendo absolutamente o mesmo tipo de música e tendo a dança como finalidade principal.

Os chamados "Pop Stars" recusam o rótulo de "Dance Music". Não sei bem o porquê, mas acredito que o rótulo limite a imagem púbica que eles tentam transmitir aos fãs. Alguns até aceitam ser chamados ou tratados como "roqueiros" pois entendem isso como "atestado de qualidade" para o que fazem. Mas o rótulo de "Dance Music", embora mais claro e adequado, é recusado com frequência pelos maiores ídolos da atualidade que, curiosamente não se apresentam sem a presença de inúteis dançarinos em um clima de cabaré semi-erótico.

O que é mais estranho é que durante as apresentações de DJs, estes sim rotulados sem problema como "Dance Music", não se apresentam com dançarinos. São eles no palco, atrás de um conjunto de som formado por um sintetizador e uma pick-up (vitrola profissional) e mais ninguém. Quando muito, DJs sao acompanhados de efeitos de iluminação ou imagens projetadas em um telão.

Acho estranho isso e desconheço os motivos. Deveria ser o oposto, pois o DJ, ficando quase estático diante de seu equipamento, escondido em um canto, exigiria a presença de dançarinos para entreter o público. No caso dos pop-stars isso e desnecessário, pois o próprio cantor é em si uma atração que consegue manter a plateia atenta, animada  e dedicada.

Mas de qualquer forma, prefiro rotular tudo de "Dance Music", pois além da sonoridade ser a mesma em ambos os casos, é clara nos dois a finalidade da dança, sendo praticamente música feita para fundo de festas e eventos de dança e não para se ouvir deitado com os olhos fechados.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Comentário de Santana sobre Beyoncé irrita os fãs dela. Mas é uma declaração sensata

O Grammy, do contrário que muitos pensam, não é um prêmio pela qualidade musical e sim pela vendagem de músicas e presença midiática, pois é oferecido pela indústria (produtoras, gravadoras e patrocinadoras). Não espere ver o prêmio como atestado de qualidade musical. Muitos medíocres tem colecionado troféus enquanto verdadeiros gênios da música seguem bem longe dos holofotes, seu uma única premiação a ser exposta na estante.

Na última edição, uma confusão se deu por causa de uma declaração do guitarrista Carlos Santana, líder da lendária banda que leva seu sobrenome, que irritou muitos entusiastas da música atual. 

Santana disse que a hiper-estimada e ultra-hypada Beyoncé Knowles, uma espécie de "Dona da Verdade" musical para os States (como Ivete Sangalo é por aqui), não é uma cantora de verdade. Os fãs da cantora ficaram revoltados e Santana teve que voltar atrás. Achamos que ele poderia ter mantido a sua opinião.

Beyoncé é realmente uma cantora. Tem uma bela voz natural e é uma das poucas atuais que nã precisa de programas que alteram a voz. O problema de Beyoncé é que ela não é uma artista e sim um produto midiático. A sua mentalidade é puramente mercantil, a música que ela canta é claramente ruim e como a maioria dos seus contemporâneos, ela prioriza a imagem em detrimento da música. 

Ou seja, sua música não passa de fundo musical para o show de cabaré que tem a intenção de destacar a sua beleza física (de fato, Beyoncé é uma das mulheres mais lindas do mundo). Não á o compromisso artístico que se vê na cultura alternativa. Ou seria maravilhoso se Beyoncé cantasse as suas músicas vestida de blazer, sem um único dançarino, sentada em uma pequena banqueta tocando violão? Seu público cairia no sono.

Fingir compromisso artístico reforça vendagem na música comercial

Eu tive a oportunidade de ouvir na íntegra o seu último álbum, Lemonade, e notei um verdadeiro desfile de tudo que se refere a indústria musical. É puro produto de mercado. Compare o medíocre Lemonade, por exemplo, coma obra-prima Eli and The Thirteen Confession, de Laura Nyro (curiosamente os dois álbuns são da mesma gravadora, Columbia), esta sim uma cantora (e compositora) com compromisso artístico. A diferença é gritante, com séria vantagem para a impopular Nyro.

O problema que fez os fãs de Beyoncé se irritarem com o comentário de Carlos Santana é que as pessoas perderam a noção do que é arte. Não se faz mais arte hoje em dia, fora dos meios alternativos que se situam bem longe dos holofotes. O entretenimento se tornou uma forma de enriquecimento fácil e rápido e muita gente tem optado por fazer música comercial - criada como se realmente tivesse saído de uma indústria, como meio de elevar seu padrão de vida.

Claro que faz parte da propaganda de vendagem fingir que a arte ainda existe e que os produtos musicais fazem música com espontaneidade. Fingir compromisso com a arte e criação espontânea ajuda bem nas vendas, pois o público quer acreditar que está diante de algo genial. Muitos interpretes claramente comerciais tem dado entrevistas inventando lendas sobre a criação das músicas (que sequer são dos cantores, eles só assinam), e situações que forjam compromisso com a arte. Para na prática perceber que não e nada disso.

Um exemplo deste falso compromisso artístico é o da Camilla Cabello, que explicou a sua saída do grupo vocal Fifth Harmony para "ampliar limites artísticos" para se descobrir depois que ela se uniu a um DJ para fazer bate-estaca. Justin Bieber é outro que vive forjando genialidade para todos os cantos para depois "cuspir" mediocridade musical toda vez que lança alguma novidade. Mas hoje, quase todos apelam para disfarçar a sua mediocridade com lendas pomposas sobre as obras que apresentam. E os fãs não se mancam, continuam acreditando em várias mentiras vindas da indústria musical.

Por isso penso que Santana falou certo. mesmo que Beyoncé tenha uma bela voz, sua falta de compromisso artístico é evidente e irreversível. Nem adianta transformar ela em algo mais artístico, pois não é a vocação dela, Seria melhor que ela assumisse seu comercialismo e seguisse fazendo o que seus fãs, que não exigem grandes compromissos artísticos, querem. No mundo há espaço para todos, desde que cada um assuma seu lado sem querer o espaço do outro. A indústria musical que fique na sua, deixando a arte e a cultura em paz em seu canto.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Eu odeio a banalização da palavra "polêmica"

Não gosto da frequência em que a palavra polêmica tem sido usada. Ao invés de obedecer seu sentido original, ela tem sido usada como eufemismo para algo que não consegue agradar a todos. Muita gente tem confundido fatos com opinião e a palavra polêmica tem servido para relativizar os fatos. Com a utilização da palavra, cujo significado é "qualquer coisa ou atitude que divide opiniões", algo que é nocivo se torna "não tao ruim" e algo admirável se torna algo "não tão bom".

Ou seja, isso coloca algo para ser definido não pelo bom senso, mas por uma questão de gosto, simpatia ou ideologia pessoal. Favorece análise muito mais subjetivas que objetivas. As pessoas passam a definir as coisas de acordo com suas crenças pessoais e não de acordo com os fatos.

Imagine um cara que nas redes sociais demonstra o desejo de matar pessoas com as quais não se afina. Vem outra pessoa e a define como "polêmica", ao invés de dizer que ela é uma pessoa perigosa ou no minimo sádica. Quando você rotula alguma atitude desagradável omo "polêmica", você está dando um caráter dúbio a essa atitude. Para ser mais claro: está dando a possibilidade de uma atitude, que o bom senso classificaria como reprovável, como passível de estar correta.

Quando você diz que uma coisa divide opiniões, mesmo que seja logicamente ruim, você está admitindo a possibilidade dela ser boa, plausível, aceitável. Tirou dela a certeza de ser algo ruim, que merecia a reprovação de todos, por ser de fato nociva senão a todos, mas a muitos seres humanos.

Não seria melhor sermos mais objetivos e observarmos os fatos, ao invés de dar oportunidade a um sádico de pensar que está agindo corretamente. Recentemente um vlogueiro que escrevia mensagens nazistas - cuja conta foi cancelada - foi classificado por um portal brasileiro sobre celebridades como "polêmico" o que pode ser entendido que, dependendo do contexto, ele pode estar sendo correto.

Nada disso. Sadismo e atitudes que pretendam prejudicar os outros são sempre reprováveis. Estas atitudes nada tem de polêmicas pois não deveriam dividir opiniões mas provocar reprovação, por motivos lógicos. Classificar algo danoso como "polêmico" é aceitar o dano, é aprovar atitudes evidentemente nocivas, compactuando com quem toma estas atitudes. Paremos de relativizar as coisas e analisemos com mais lógica, observando fato e não seguindo "tendências".